Trilha da Torre: Fase 4


19 de Abril de 2019

Às 8h da manhã partimos para mais uma tentativa de chegar até a torre conhecida como Espia Fogo. Assim como da primeira e segunda vez, decidimos seguir pelo tradicional caminho da mineradora Pedrix, onde cortamos um trecho de trilha para subir dois morros sentido Vila do Tico-Tico, usando as torres de alta tensão como pontos de referência.






No topo do segundo morro há uma trifurcação onde teríamos de decidir qual trilha seguir. Na primeira tentativa seguimos pela do meio onde nos deparamos com diversas aranhas impedindo nossa passagem. Na segunda avançamos pela esquerda uns 800 metros de mata fechada, através de troncos derrubados, altos matos na própria trilha e outras que, sem um conhecimento prévio, poderíamos nos perder facilmente. Por outro lado, o caminho da direita nos leva até a saída da Melhoramentos.

Como não há um mapa definido da região precisávamos tomar uma decisão em relação ao caminho traçado, então seguimos pela esquerda novamente que aparentemente seria o mais preciso até a montanha da torre. Apesar da mata estar bem fechada, levamos em média 2 horas para atravessar o trecho comprometido, cheio de aranhas, mosquitos, um precipício à nossa esquerda e um solo irregular.



Ao chegarmos no ponto mais alto do morro descobrimos sua conexão com a montanha paralela que tanto almejávamos, porém não havia indícios de trilhas, ou sequer um caminho que nos levasse até o Espia Fogo.

Assim como na terceira tentativa subimos os últimos metros de mata fechada característica da vegetação da Mata Atlântica, além de ser bem íngreme. Deparamos com grandes pedras ao redor, cheias de fendas em suas bases, pernilongos, aranhas, e até uma pele de cobra cascavel de mais ou menos 1,5 m que nos fez redobrar a atenção. Com isso gastamos quase toda nossa energia e tempo, afinal tínhamos que pensar na nossa volta.




Pelo mapa ainda tínhamos que avançar mais alguns metros até o ápice da montanha, mas conforme ela deixava de ser íngreme a mata começava a se fechar ainda mais, comprometendo nosso trajeto. Eram quase 16h30 quando decidimos voltar. Apesar de frustrados seria a melhor opção pensando no horário e o grande risco daquela região. Ao chegarmos novamente no trecho que nos levou até a montanha percebemos que havia uma trilha oculta, facilitando nossa volta. Levamos em média 45 min. até nosso segundo ponto de referência, a torre de alta tensão.




Perto das 19h chegamos em casa com uma nova perspectiva do local. Agora precisamos redesenhar o mapa e descobrir de fato onde há uma trilha, ou indícios de trilha que nos leve até o topo da montanha cuja torre está localizada.



Os aventureiros: Lincoln Vicencio e William Olimpio.